quarta-feira, 23 de março de 2011

O Pinguim Azul

 
Toda vez que eu bato os olhos nele eu me lembro. Lembro-me da melhor das primaveras. Dos campos de flores, do riacho em meio aos carvalhos. Lembro-me do meu pai e de como nós brigávamos, hoje em dia mal no vemos.
Nesse tempo, só o que importava era o horário. O horário de voltar pra casa. Eu passava o dia todo nos campos, fora de casa, só no balanço de pneu ou tomando banho de riacho ou, até mesmo, deitada sob alguma árvore observando o formato das nuvens.
Depois de muito “molecar” fora de casa, minha avó me chamava para jantar. E todos ficavam juntos naquele momento, como se nenhuma das brigas e das irritações tivessem existido, pois, naquele momento todos só estavamos juntos. E o pingüim azul fitava-nos no início e após o jantar quando, em meio ao clima de família e de afeto, todos conversavam sobre os mais diversos assuntos dando risadas e contando experiências dos seus tempos de molecagem.
Um tempo momento que se perdeu no tempo, pois esse já passou.
Thais Mourão.

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