De repente Dona Carolina deixou cair o garfo e soltou um grunido. Todos se precipitaram para ela, abandonando seus lugares à mesa: a filha, o genro, os netos:
- Que foi, mamãe?
- Dona Carolina, a senhora está sentindo alguma coisa?
- Fala conosco vovó?
A velha, porém só fazia arranhar a garganta com sons estrangulados, a boca aberta, os olhos revirados para cima. E com muita dificuldade disse:
- Me levem ao hospital, estou morrendo sem ar, com uma espinha de peixe na garganta!
Então todos se desesperaram e levaram-na ao hospital, todos sem muita esperança que ela iria sobreviver.
Quando o médico foi falar com a família todos já rezando e chorando, pensando que o pior tinha acontecido, o médico diz:
- Ela não tem absolutamente nada, era puro fingimento.
Quando todos voltaram para casa em silêncio e reunidos na sala sua filha perguntou:
- Mamãe por que a senhora fez isso, deixou a todos preocupados!
- Justamente, por isso minha filha, ninguém se preocuopa comigo, então fingi que estava morrendo, para vê se vocês prestariam mais atenção em mim.
E todos ficaram em silêncio refletindo sobre o argumento usado por ela, que realmente foi muito convincente.
-Mariana Costa

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